Henrique さんのプロフィールProjeto Humano: pedras n...フォトブログリストその他 ![]() | ヘルプ |
Projeto Humano: pedras nas mãosA vida como ela é deve ser mudada: a pedradas 2009/10/09 Filosofices des costas (pronuncuia-se "dish coshtas")Pessoal me questiona por que transformei esta page num reduto mal contado da História humana. É que olhando pra trás, para estágios que consideramos inferiores aos atualmente vividos, talvez possamos perceber quão involuídos ainda somos, em que estágio realmente estamos perante o que nos propõe e oferece a grande cultura humana. Há neste momento uma grande parcela da humanidade sofrendo um tipo de dor emocional e psicológica concomitantemente a outra, menor, que já a amenizou em muito (sem conseguir acabar, evidentemente) essa mazela. Outra: vc pega o mapa-múndi e fica fácil de perceber novas coisas. A pobreza, por exemplo: originária e massivamente da Ásia. O semita é um asiático, ok? E dos asiáticos o que mais alargou sua territoriedade genética rumo ao ocidente. Onde tem asiático, tem sociedade desigual. No ocidente, vivemos esta aberração de sistema financeiro ariano com tradição religiosa castradora (e oposta aos ideais capitalistas) semítica. Somos, e não é nenhuma novidade, esquizofrênicos por natureza, por assim dizer. Confrontamos dia-a-dia em nossas relações ética semítica com ética ariana -e sem a maioria o saber, aliás, nossa segunda natureza: a ignorância. Adoramos desconhecer. Adoramos adorar quem sabe mais que a gente. Ficar com cara de basbaque, boquiaberto, cordato e pensativo no quanto o outro tem razão. Frase do DiasCada um tomando dentro do seu e ninguém se contamina. 2009/09/03 Em roma, como os romenosCansei da modernidade. Fui atrás da matriz disso a que chamamos modernidade. Roma. Tudo mais-ou-menos igual -piorado, é claro, porque afinal eles eram antigos e não sabiam. Não é indo às origens que vamos quando queremos tratar de um problema? O mal não é o mal da civilização? Não foram eles, romanos, que primeiro fizeram e criaram a escola? Então... Tá lá, tudo contado. Vão ler pra vcs ver o que é bom pra tosse. Tão reclamando, é? Vcs vão ver quando a Natureza reclamar o que a Modernidade (vocês!) fez com ela. Cínicos! 2009/07/10 O que ninguém sabe
2009/02/06 Humor negróideCuidado: com essa quantidade de médicos à solta operando no mercado (desculpem o trocadilho) sua saúde corre sério perigo! 2009/01/24 Longe, longe...Iniciado nos pequenos reinos do Egito antigo e da Mesopotâmia, o estilo de vida sedentária gerou o processo civilizatório e o desenvolveu concomitantemente à idéia da comunidade da fé e da obediência. Em contrapartida o nomadismo gerou a idéia da comunidade de vontade. O nômade foi o invasor da História. Entrava nas comunidades sedentárias, matava, se instalava, absorvia aquela cultura e era invadido. (Um ciclo permanente até o final das duas grandes guerras.) O desafio, desde a Renascença, é unir o saber que a vida sedentária gera com a vontade dos povos nômades, onde as diferenças, por meio do saber e sua aplicabilidade efetiva, sejam sempre diminuídas (já que impossível não se estabelecer hierarquias em qualquer tipo de relacinamento, devido a nossa animalidade irracional). 2008/11/13 Sobre nadaA aldeia: todos são mais ou menos irmanados pelo sangue. A vila: um conjunto de aldeães. No primeiro, o patriarca; no segundo, a figura do sacerdote. Antes dele, fixo à terra, o camponês. Estamos revivendo, com estas imagens, os primórdios de nossa civilização. Falta um elemento: o nômade. Este, anda e assalta. Em bando, é o invasor que subjuga e enriquece; torna-se aristocrático no desenvolvimento de nossa História. O sacerdote, com o tempo, domina o saber e redunda no advogado, no médico, no homem do saber, enfim. O camponês é o mesmo até hoje, apenas envolvido por uma tecnologia que ele não desenvolveu. Desenvolveram por e para ele mais produzir. Não se misturaram até hoje. São os papéis de toda a humanidade. 2008/08/23 Homenagem a MillôrMinha mágoa é nunca ser derrotado com lealdade. É porque, decerto, pra uns as vacas morrem ou vão pro brejo e pra outros até boi dá de parir. 2008/07/26 H. G. WellsH. G. Wells. Sua História Universal é obra única. Até sua morte, foi uma obra tipo work-in-progress iniciada nos anos vinte e aumentada com o correr dos anos e seu absoluto sucesso. Considerando-se que a História e a pouco aceita irracionalidade humana (cujo brilho do verniz cultural nos ofusca ao ponto de torná-la imperceptível) são maiores do que o período que cobre a data da morte do autor até os dias de hoje, ela é tão atual que sua leitura continua sendo obrigatória. Obra de muitos tomos, ela abriga as origens do planeta, aborda um pouco sobre a História das rochas, o desenvolvimento da vida, eclode no ser-humano e nos relata em pormenores a história de todos os povos, com suas linguagens, tradições e idiossincrasias. Escrita por um autor de ficções já consagrado, ela ainda contêm um outro trabalho, compilado para obra, sobre economia.
É interessante ler-se que a Europa levou (pasmem!) onze séculos, após a queda do Império Romano, para fazer com que seus políticos sentassem à mesa de negociações e abandonassem as 'boas intenções com idéias pervertidas'. Onze séculos entrando e saindo todo tipo de imperadores e tiranos de araque. Imperadores e tiranos que tentavam incansavelmente ressuscitar o cadáver do Santo Império Romano.
A propósito, religião, como todos sabem, acompanha o ser-humano devido ao seu primitivismo. Deu certo porque foi a primeira forma de exercer-se poder sobre outrem sem o uso da força física e a dar um conteúdo ético aos seres da tribo. Como as crianças, o ser primitivo, antes do desenvolvimento da abstração da palavra, só lidava com imagens (daí, a razão da invenção de um deus da chuva, um outro do trovão, etc). Imagens... você já percebeu que antes de colocar a palavra em sua boca, há, quase que imediata e simultaneamente, uma sucessão de imagens? Há um período do desenvolvimento humano chamado de 'o grande período mitológico', onde tudo se dá através de símbolos. Isto se dá muito (mas muito mesmo) antes do desenvolvimento da palavra, da capacidade de abstrair. Neste período, há uma imagem para cada coisa: para o medo, para a alegria, para isto e para aquilo. Ainda somos animas simbólicos. A prova está no uso e no que nos traz ao pensamento o símbolo do dinheiro. Uma nota de cem euros (este texto não admite simbologias de baixo valor), representa cem alguma coisa. Mas é apenas a unidade representando isto; é um valor simbólico baseado no padrão-ouro.
2008/03/02 Last WordsSeguindo em sua irregular trajetória, este escriba (olha eu aí me tratando na terceira pessoa do singular), dará uma pausa nesta seqüência de besteiras improdutivas. O motivo é o mais comum: a troca do espaço residencial. Em breve, estarei em novo endereço. Sem os confortos e as comodidades do atual, o que implicará, entre outras coisas, na perda de um terminal de computador conectado na banda larga (assim dizem eles) da internet. Ou seja: esta página já era! Como o Projeto Humano, está se espatifando! Vá procurar outra para ler! 2008/03/01 DesgostoNão gosto de religião; não gosto de tradição, e possivelmente, não gostaria de conhecer você, que me lê. Aposto como você reza e/ou curte uma tradiçãozinha. Nem que seja para defender uma ideologia autóctone ou algum deus.
Tolstói bem observou quando disse que não somos nós que apreendemos a palavra mas, sim, que ela é que nos aprisiona. Somos movidos por palavras. Elas nos balizam ações. Determinam o espaço para agirmos em sociedade. Há uma outra realidade a ser vivida. Ainda não foi experimentada por qualquer sociedade. Uma realidade onde a idéia de religião é considerada apenas no vasto arquétipo montado pela humanidade; onde a tradição é a eterna mudança. Nesse espectro, não seria cabível a bombacha, o cavalo, a cuia e o chimarrão; nem o bois-de-mamãos, bumbas meus bois, chapéus de couro, cruzes de malta, de católicos, candelabros de sete velas, candomblés e tudo o mais a leste e a oeste de Greenwich. 2008/01/30 Grata surpresaNa Record News, um programa de Paulo Henrique Amorim onde ele faz entrevistas. Não gosto da entonação chata dele, que é um bom entrevistador. Luíza Erondina respondia. E respondia bem, pois me prendeu em suas respostas bem elaboradas. Veio dela a sugestão de mudar (com relutância) o título deste blog, já que o binômio Projeto Humano foi usado em determinado momento quando ela fêz referência de que é o objeto de discussão e questionamento no ambiente político-internacional neste momento da História; ou que deveria ser, pois está falindo. Projeto Humano... Dois vocábulos que, juntos, se auto-explicam e impactam. Gostei muito. Poderia vir num título de filme e passaria em branco por mim, que acha chato tudo o que vem de Hollywood. Colocado dentro de um discurso, como este que ora se apresenta como blog, torna-se uma luva de box em direção aos olhos: CUIDADO! Já chegamos nos questionamentos mas ainda estamos longe das práticas. Volto a enfatizar meu ponto-de-vista consagrado: viver, conviver humanamente tem o significado de comportamento ético; isto requer educação e, sobretudo, decisão pessoal de quem possui tal educação/conhecimento. Por isto digo que traímos o que aprendemos, gerando as distorções sócio-econômicas colossais que conhecemos. 2008/01/27 CompetênciaUm dos grandes equívocos pouco conhecido de nossa Cultura se deve ao entendimento do vocábulo (tão em voga) competição e suas variantes. Gerador de muitos e acalorados discursos, utilizados em palestras, seminários, oficinas, livros, etc, mostra a etimologia que todos possuem uma idéia disvinculada de sua origem. A rigor competição significa 'buscar com' (do latim com = com + petere = buscar, ir). O Aurélio antigo que possuo, diz: S.f. 1. Ato ou efeito de competir. 2. Busca simultânea, por dois ou mais indivíduos, de uma vantagem, uma vitória, um prêmio, etc. 3. Luta, desafio, disputa, rivalidade... Ok, já chega! Quando leio a acepção n° 2 e a n° 3, comparando com a origem morfológica da palavra, me pergunto em que momento da História o entendimento se distorceu? Não há uma idéia de rivalidade por trás de com + petere; e se o há por trás da acepção n° 2, é um caso de hermetismo.
Por isto consideramos alguém competente dentro de uma empresa: é alguém que busca junto atingir os objetivos previamente traçados.
Eu já coloquei aqui que penso estar faltando o discurso da Contracultura? Pois é, penso que esta alegria litorânea tupiniquim está um pouco descabida diante da quantidade e da gravidade dos problemas sócio-econômicos nacionais. Há uma cultura da felicidade que deixa a todos com um sorriso permanentemente irritante. Meu discurso sobre isto se engrandeceu bastante ontem, ao ver uma palestra televisada de Fernanda Montenegro (de quem nunca fui muito fã; e sei-lá eu por que, também). Como eu pegara o negócio já pelo meio, tentava eu entender o tema de sua palestra. Em dado momento, Fernanda, contextualizando o nosso social, manda esta: 'Tem gente que é feliz... não olha para o lado...'. Desliguei a TV.
Da TV, esta semana, tres coisas que me surpreenderam: esta da Fernanda, a do Presidente Bush decidir DAR dinheiro para a população (um tapa na cara dos ortodoxos da Psicologia e da Economia. O tempo julgará Bush) e o esclarecimento por parte de duas profissionais que desempenham um trabalho social de formiguinha em alguma cidade do Nordeste, atuando onde as instituições públicas falham, sobre o entendimento que se tem sobre Universidade Pública. Não, dado o nosso nada modelar sistema educacional, ela não é pública mas, sim, estatal. Pública seria se fosse para todos, sacou? O que vemos é a nossa oligarquia (sempre gosto de lembrar que no Brasil não temos elite; temos oligarquias) usufruindo também deste aparelho estatal.
2008/01/24 Reflexões da hora que passaDramática. Esta é a única forma de manifestação conhecida pelo Universo. Estamos viajando a 6000 km/segundo. Velocidade galáctica. Em direção à galáxia de Virgo. A porrada, daqui há alguns milhões de anos, será espetacular. Mas não háverá, como nunca houve, público para ver. Há uma foto no mesmo livro que extraio estas informações de caráter astronômico (um livro que venho folheando, lendo e relendo há uns 15 anos). Ela tem um fundo escuro e é pontilhada por miríades de pontos. É a foto de parte de uma constelação: a de Sagitário. Calcula-se que ali tenha um milhão de sóis. Em algum lugar do universo, preso gravitacionalmente a um sol, deve haver um planeta com vida tão ou mais inteligente que a nossa. São cem bilhões só de galáxias.
Temos uma propensão natural de nos engrandecermos perante a vida e a tudo que a ela está relacionado. Buscamos poder e quando o temos, mudamos. Nos julgamos superiores. Nos distinguimos. A morte, esta que igualiza a todos, afinal um rei dormindo ou morto é tão igual ao seu lacaio, é uma certeza a ser evitada pelo discurso falso e covarde. Por isto, construímos pirâmides e teorias de vida após a morte. Eternizamos isto através de nossa História. Temos dificuldade com a idéia do fim quando tudo ao nosso redor tem, e teve, começo, meio e fim. O big-bang teve um começo também espetacular. Hoje só resta um ruído de fundo. Se bem lembro, somos a terceira espécie a dominar o planeta. Antes de nós foram os anfíbios e os répteis. E ao que tudo indica os próximos serão os insetos. 2008/01/22 Uminha (ou, uma minha)Educamo-nos pela filosofia gerada por outros povos e, em razão disto, criamos aberrações sócio-econômicas por trair estes conhecimentos importados, muitas vezes, maldosamente interpretados.
Eu sei que vão me chamar de machista porco-chauvinista (a nação dos homens)
Meu cunhado, em dias de humor negro, com ironia diante do momento que corria em besteiras minhas e de outros da família, disse: o mundo é das mulheres. (...) Ri. Depois fui pensar, porque havia ali um toque de propositalidade. Sim, eu sabia que tudo o que o gênero masculino, tão criativo, criara para melhorar o viver, criara para o bem estar de sua amada e sua prole. Não, o mundo não é das mulheres mas, sim, para as mulheres. Se considerarmos que o primeiro homem das cavernas a ter saído de uma para construir outro tipo de abrigo, foi o primeiro a inverter o poder de barganha (quase sempre nas mãos das mulheres) nesta relação de gêneros opostos, entenderemos o por quê de nos iludirmos em vida e nos fudermos (= a fazer qualquer coisa) trabalhando para adquirir algum poder econômico e, assim, sustentar os caprichos femininos, que vão desde o branco mais branco das roupas (para as mulheres apenas o branco nunca foi suficiente -aliás, uma idéia banida de nossos objetivos: a suficiência), até o mais recente lançamento de automóvel. Ou seja: a mulher desejava, o homem dava um jeito. Não havia mesa? Criou-se a mesa. Não havia cadeira? Criou-se a cadeira para se sentar à mesa. E assim viemos no tempo. Elas queriam, nós criávamos. Ah, os caprichos femininos... Os rios estão poluídos e cheios de espuma branca. Efeitos do branco mais branco. Superpopulação mundial? Graças à anuência delas*. Buraco de ozônio? Efeitos da queima de combustível fóssil para levá-las aos shopping-centers da vida. E eis o planeta agônico. Graças aos caprichos femininos. -então, é por isto que o mundo é assim?; - o homem criou porque precisou; e a mulher?(tive de sair; depois continuo)
* ver post de 24/04/2006, no arquivo do blog 2008/01/13 GeladaVivemos num período considerado como interglacial. A última glaciação levou até mamutes, de tão frio que fêz. Nós, graças a nossa inteligência, sobrevivemos. Você sabe por que nosso planeta de tempos em tempos congela?
Nossa galáxia, apenas uma entre cem bilhões, é do tipo espiral, em forma de disco, com grandes braços liberando material estelar pelo universo afora. Nosso sol e seu sistema com agora oito planetas presos gravitacionalmente se encontra em um desses grandes braços. Como tudo está em movimento no universo, nossa galáxia, em fuga e de encontro chocante a outra galáxia que não lembro o nome, roda como um verdadeiro disco estrelado, leva consigo estrelas, planetas e produz, levando também, muita poeira cósmica.
O cenário é este: congestionamento rotacional galático nestes braços. De tempos em tempos (digamos de milhões em milhões de anos) o sol mergulha em meio a esta poeira obliterante, que faz diminuir sua radiação sobre seu sistema planetário. Quando isto ocorre, há um resfriamento generalizado sobre todos os planetas. É o momento da glaciação aqui na Terra.
2008/01/10 Nota pessoal2008 mal começou e já está sendo uma verdadeira merda. Poucas vezes (mas nunca como desta vez) sobrou mês e faltou réis, ou guaranis, ou seja lá qual tenha sido a nova moeda adotada para uso corrente e pagamento de créditos adquiridos com algum suor e muita lábia -como no meu caso. Dívidas em carnês, mulher barata (existe?) e ligeira (a minha faz meu dinheiro dar tchau para mim e sem me dar), um verão quente de dar literalmente água na boca (pagando, evidentemente) e um e outro gasto adicional, levaram-me à ruína neste começo de ano. Minha saída: pagarei a todos e ficarei... devendo para minha empresa. Afinal, o show não pode parar. 2008/01/01 2008Então... Apenas mais um dia, a rigor. O sol e o cheiro da manhã comprovam isto. Meu tempo é o das estações com todos seus matizes de passagem.
2008 para mim é uma agenda em branco que ainda não ganhei (se você tiver uma sobrando, com um dia por página, estarei aceitando).
2008 deve ser um sinal matemático bem elementar: +.
Que as próximas estações (este verão, outono, inverno e primavera) lhe sejam boas, generosas, fartas em todos os aspectos da vida. É isto: feliz ano-novo! 2007/12/18 anotheroutro poema pra biaFizeram nomes de mim
Eu, de nada sabia
Tão enterrado, tão putrefato
Todos os nomes se espalharam
Fizeram e refizeram as coisas
Que fiz e não fiz
Um, era baralho
Outro, político social = policial
Cada um uma coisa diferente
Eus fora de mim, mas meus
Até que um resolveu ser deus
Enfrentou meus ateus tão sátiros
Se fudeu, se ferrou, mas não largou
Deste delírio oniprotuberante
Barbudo, de branco, envolto por pombos
E seu livrinho na mão -tão único para ser enriquecedor...
De todos o mais louco de meus eus que não fui
Ali estava, diante do que restava de vida
Mas estavam todos mortos 2007/12/16 NOTA$É incrível: a Economia (que trabalha com a nota) e a Psicologia (que anota) são a base das ações e do pensamento humano, nesta ordem mesmo; a Economia funciona anteriormente à Psicologia, apesar de ser movida por sua própria psicologia. Ou seja, nós primeiro saímos das cavernas para caçar (o trabalho) e, depois de repôr as energias, tecemos considerações (a palavra) acerca dos atos do dia. Algo semelhante ocorre nos dias de hoje, que nos leva a consultórios de psicologia. Agimos primeiro e ponderamos depois. A Cultura apenas sedimentou, através da Psicologia e de forma brilhante, certos atos herdados se não das cavernas, de tempos bem remotos. Segundo a Filosofia, os conceitos de parentesco foram inventados para evitar-se as relações de incesto (deve ter atendido a outras frentes, também, mas basicamente se deveu a isto); isto para a idéia de família, clã, etc, é um passo. Lamentável é a interferência da psicologia econômica que determina um apequenamento deste conceito de família, pois como explicar o que é feito em nome da família (clã), em detrimento ao que acontece com a grande família humana no campo sócio-econômico e que é ratificado mundialmente, sem que se ouça dentro dos consultórios psicoterapêuticos, salas de aula de qualquer nível, programas de rádio, TV, na mídia toda, enfim, uma só palavra que aponte como uma grande perversão o que acontece neste setor? Falemos sério: não se ouve nada sobre isto; não se lê nada sobre isto. O ser-humano dentro de qualquer contexto social está sempre refén, em maior ou menor grau, desta situação.
Qual é a mãe de grande parte dos problemas comuns do cotidiano da grande maioria das pessoas? Não é a falta de dinheiro? A eterna carência econômica? Por que não muda isto? Quem está ajudando na ratificação desta grande perversão coletiva? Quem se opõe claramente? Haverá algum debochado que alegue meritocracia? Com esta concentração de renda digna de bárbaros?
Pra terminar, não aguento, vou repetir: "A civilização ocidental moderna resulta de dotar com os frutos (de uma dúzia de homens de gênio) uma população que, emocionalmente, está no nível dos selvagens e, culturalmente, no nível de meninos de escola". 2007/12/08 Sadio masoquismoO sujeito admirava a caneta que comprara. Detalhes, brilho, a circunferência no tamanho certo para seus dedos. De repente, surge outro sujeito e com ar debochado manda esta:
- Caneta é fininha, hein? -piscou o olho. -Çê nunca sentou em cima duma, não?
- Quê? Como é que é?
- Éééé... nunca sentou, não?
- Tá pensando que eu sou o quê, meu? (ouve-se ruídos de tapas espalmados no rosto, e uma voz delirante de alegria bradando me bate!, me bate mais!, fecha essa mão e me enche de porrada!, essas coisas doentias e completamente insanas que envolve prazer e dor). 2007/12/02 Chupada no Daniel em + 1 frase"Civilização é saber que o necessário é muito mais amplo que o indispensável."
Escrever, aqui e agora, é necessário ou indispensável? Resposta rápida, imagino eu, é óbvia; mas não é necessário à ampliação de meu constante desenvolvimento intelectual? Então, como determinar exatamente o que é um e o que é outro?
Essas coisas me dão o que pensar... E minha conclusão é sempre a mesma: necessário é o espírito de solidariedade -porque é o que rola em momentos críticos, severos de adversidade. Sempre que algo grandiosamente catastrófico acontece, pós-guerra (exemplo clássico), tsunami, terremoto de alta pontuação e mortandade, essas coisas, o sentimento de um sem-número de pessoas é o mesmo: e todos sabem.
O resto é indispensável. 2007/11/16 PinçadasSe um ser-humano discordar de vc, deixe-o viver; em cem bilhões de galáxias (eu não contei, mas acredito), vc não encontrará nenhum outro. Leia isto:
Alexandria é uma cidade ao norte do Egito, situada a Oeste do delta do rio Nilo, às margens do Mar Mediterrâneo. É o principal porto do país, a principal cidade comercial e a segunda maior cidade do Egito. Tem 3,5 milhões de habitantes (2001).A cidade ficou conhecida por causa do empreendimento de tornar-se, na antigüidade, o centro de todo conhecimento do homem, com a criação da Biblioteca de Alexandria. Beneficiária do Despertar Jônico, há 2.300 anos as maiores inteligências da antiguidade estabeleceram as fundações para um estudo sistemático da matemática, física, biologia, astronomia, literatura, geografia e medicina. Construímos ainda sobre essas fundações. Cirilo não gostava de Hipácia. Ele, na época da qual tratamos, era o patriarca de Alexandria. Ela, o último cientista a trabalhar na Biblioteca. Hipácia devia incomodar pois, além de bela (recusou diversas propostas de casamento), era astrônoma, matemática, física e a líder da escola neoplatônica de filosofia. A Alexandria de então, estava sob domínio romano, era uma cidade sob grande tensão. A escravidão tinha minado a civilização clássica na sua vitalidade. A Igreja Cristã em expansão consolidava seu poder e tentava erradicar a influência e cultura pagãs. Hipácia estava no epicentro destas poderosas forças sociais. Cirilo desprezou-a pela sua amizade íntima com o governador romano e por ser ela um símbolo do saber e da ciência, que eram identificados no início da Igreja com o paganismo. Com grande perigo pessoal, ela continuou a ensinar e a publicar, até que no ano de 415 foi atacada por uma turba fanática de paroquianos de Cirilo. Tiraram-na de sua charrete, rasgaram suas roupas e, armados com conchas, esfolaram-na até os ossos. Seus pertences foram queimados, seus trabalhos obliterados, seu nome esquecido. Cirilo foi canonizado. A morte de Hipácia marca o início da Idade das Trevas.
2007/10/24 Outra despedidaNão sei quando verei vc novamente. Como um meteoro, vc surgiu, me tirou um olhar de curioso e um sorriso de satisfação, e se foi, sem controle sobre si mesma, como que à mercê das forças da natureza: para um nível acima, para um patamar distante de mim, seguindo em sua trajetória acidentadamente construída. Assim como átomo combina com átomo para formar molécula, penso que combinamos, mas nossa molécula foi um futuro de pretérito abandonado numa despedida de quarto de hotel. Vc diz ser feliz e que a felicidade é tudo. Eu duvido de ambos, sem deixar de desejar que isto lhe seja uma verdade psico-emocional. Adeus. Seja feliz.
Chamar de carência o que é desejo é fugir da responsabilidade de ser livre. Essa frase nada tem a ver com o texto acima. Por favor... Mas ela dá o que pensar. É uma citação a Daniel Piza, o autor da mesma. Apesar de desejos não realizados gerarem (naturalmente) carências, pode acontecer de desejos não serem carências. E isso pode ser muito revelador...
Amanda. Codi-nome de profissão. GP. Garota de programa. 20 anos. Bonita. Paranaense em terras catarineneses. Ilha. Edifício, quarto e cama. Poucas vezes por dia. Reclamou. Esperava ganhar mais. Falou-me algo que me chocou: é alto o índice de garotas (ou ex-garotas) que contraem câncer de reto, devido as atividades anais. Não faz sexo anal. Não sabe que ninguém deveria fazer ou querer, por ser isto uma perversão masculina (em geral).
2007/10/14 Rir é meu melhor remédioSe dinheiro falasse, o meu diria tchau.
Chato é o sujeito que não pode ver um saco vazio.
De madrugada, o melhor amigo do homem é o cachorro-quente.
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